Configurando o Slackware para acessar uma rede wireless com criptografia wpa

A combinação “Nerd + Tempo ocioso” é igual a alguma coisa configurada!

Não foi por menos. Como a rede wireless de minha casa estava utilizando criptografia WEP que, funciona, é legal, fácil de configurar, porém pode ser quebrada em minutos (!), resolvi configurar o roteador com criptografia WPA. Que, é mais segura se utilizar chaves grandes e com caracteres aleatórios.

Configuração do Roteador

A configuração WPA do roteador é bem mais simples que a WEP. Basta digitar a chave de pré compartilhamento (Preshare Key)!

Configuração do Slackware

A configuração do Slackware não é tão trivial como a WEP, porém é simples. A seguir estão todos passos, lembrando que devem ser executados como root.

Geração da WPA PSK

Execute o comando a seguir, substituindo o essid pelo essid da sua rede, e a chave_compartilhada pela chave de pré compartilhamento, que foi configurada no roteador ou access point.

# wpa_passphrase essid chave_compartilhada
network={
ssid=”essid”
#psk=”chave_compartilhada”
psk=fb24f845137bfc161a9cc2e7ffdb3a2eb96cce5688b7ee3ef017eb4b20a66de8
}

Configuração do wpa_supplicant.conf

Edite o arquivo /etc/wpa_supplicant.conf incluindo nele a saída do wpa_passphrase. Na maioria das vezes basta executar um redirecionamento do comando anterior para o arquivo da seguinte forma:

# wpa_passphrase essid chave_compartilhada > /etc/wpa_supplicant.conf

Porém como estou utilizando o ndiswrapper com uma placa de rede wireless não muito confiável, preferi editar o arquivo na mão. Segue o arquivo configurado, com os campos editados em negrito:

# See /usr/doc/wpa_supplicant-0.5.10/wpa_supplicant.conf.sample
# for many more options that you can use in this file.

# This line enables the use of wpa_cli which is used by rc.wireless
# if possible (to check for successful association)
ctrl_interface=/var/run/wpa_supplicant
# By default, only root (group 0) may use wpa_cli
#ctrl_interface_group=0
eapol_version=1
ap_scan=2
fast_reauth=1

# WPA protected network, supply your own ESSID and WPAPSK here:
network={
scan_ssid=0
ssid=”essid”
proto=WPA RSN
key_mgmt=WPA-PSK
pairwise=CCMP TKIP
group=CCMP TKIP WEP104 WEP40
psk=fb24f845137bfc161a9cc2e7ffdb3a2eb96cce5688b7ee3ef017eb4b20a66de8
}

O campo #ctrl_interface_group=0 não é necessário, pois está DEPRECATED.
O campo ap_scan=2 foi alterado para 2 para forçar encontrar o SSID.
O campo ssid=”essid” foi preenchido com o nome da rede wireless.
O campo psk=fb24f845137bfc161a9cc2e7ffdb3a2eb96cce5688b7ee3ef017eb4b20a66de8 foi preenchido com a senha gerada pelo wpa_passphrase.

Inicializando a rede

Após tudo configurado, basta utilizar o comando wpa_supplicant para subir a interface já autenticada na rede.

# wpa_supplicant -i wlan0 -c /etc/wpa_supplicant.conf -D wext -Bw

Após isso é preciso configurar a rede com IP fixo, via ifconfig, ou com IP dinâmico, via dhcpcd.

Script de conexão

Para não ter que abrir um terminal toda vez que quero utilizar a rede, e para não inicializar a rede no boot, resolvi criar um script para isso:

#!/bin/bash
#
# Script para inicialiar a rede wireless com wpa_supplicant no Slackware
# author: Oscar Costa
#

# Comandos de rede e wpa
IFCONFIG=’sudo /sbin/ifconfig’
DHCPCD=’sudo /sbin/dhcpcd’
WPASUPPLICANT=’sudo /usr/sbin/wpa_supplicant’

# Configurações locais
DEVICE=’wlan0′
WPACONF=’/etc/wpa_supplicant.conf’
WPADRIVE=’wext’

# Executa o wpa_supplicant
$WPASUPPLICANT -i $DEVICE -c $WPACONF -D $WPADRIVE -Bw

# Sobe a interface de rede
# $IFCONFIG $DEVICE up

# Recupera o IP via DHCP
$DHCPCD -t 10 $DEVICE

# Verifica se a rede wireless inicializou
if [ -z ‘$IFCONFIG $DEVICE | grep “inet addr:”‘ ]
then
echo ‘ERRO: não conseguiu obter IP!’
fi

Enquanto não tomo coragem para configurar o wifi-radar ou o NetWorkManager este script vai me servir bem!

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Compartilhamento no VirtualBox

Uma feature bem interessante no VirtualBox, também presente em outras máquinas virtuais, é o compartilhamento de pastas entre hospedeiro e hospedes.

Compartilhamento no VirtualBox

Sei que estes passos estão bem divulgados na Internet. Encontrei 546.000 páginas no google utilizando o termo de busca virtualbox share e 35.900 páginas para o termo virtualbox compartilhamento. Más como estou postando as minhas impressões sobre esta ferramenta, esta será mais uma página indexada nas ferramentas de busca. 😉

A configuração deste compartilhamento é muito fácil, não sendo necessária nenhuma configuração de rede IP ou mesmo de rede Samba (caso os SOs sejam bem diferentes). O processo é realizado em três passos:

1. Compartilhar a pasta no hospedeiro.

O processo de compartilhamento pode ser realizado através da interface gráfica de forma muito intuitiva. Ou através do comando
VBoxManage sharedfolder add [maquina-virtual] -name [nome-do-compartilhamento] -hostpath [caminho-da-pasta].

2. Instalar os Guest Additions no hospede.

Para realizar esta instalação basta clicar em “Devices” e em “Install Guest Additions…” na barra de menus do VirtualBox no hospede.

3. Mapear a unidade de rede no hospede.

Este é o passo mais difícil, pois depende de cada SO. No Windows XP, deve-se abrir uma janela do Windows Explorer, clicar em “Ferramentas” e em “Mapear Unidade de Rede…”. Após isso preencher o caminho da pasta com \\vboxsvr\[nome-do-compartilhamento] Ou abrir um terminal e digitar o comando
net use X: \\vboxsvr\[nome-do-compartilhamento].

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VirtualBox no Slackware 12

A pouco tempo instalei e configurei o Windows XP em uma máquina virtual, utilizando o VirtualBox. Como muitas pessoas me perguntam da dificuldade de instalar aplicativos no Slackware, por este não ter gerenciadores de pacotes como o apt-get e o yum, resolvi compartilhar as dificuldades (?!) da instalação e configuração do VirtualBox no Slackware 12.

Download

O primeiro passo consiste em fazer o download do VirtualBox, no endereço: http://www.virtualbox.org/wiki/Downloads

1. Escolha a verão já compilada clicando no link Binaries (all plataforms).
2. Na próxima tela escolha a versão Linux i386, concorde com o termo de licença e clique em Continue.
3. Agora, basta clicar com o botão direito no link VirtualBox_1.5.6-1_Linux_x86.run e salvar em qualquer lugar de sua escolha.

Instalação

O segundo passo consiste na instalação do VirtualBox.

1. Como root entre do diretório onde o instalador foi salvo e de permissão de execução para ele com o comando:
chmod +x VirtualBox_1.5.6-1_Linux_x86.run
2. Execute o instalador com o comando:
./VirtualBox_1.5.6-1_Linux_x86.run
3. Para finalizar, inclua seu usuário, ou o(s) usuário(s) que ter[á|ão] permiç[ão|ões] para utilizar o VirtualBox.
3.1. Esta etapa pode ser feita ao modo tradicinal, editando o arquivo /etc/groups (de preferência utilizando o vi) e incluindo o(s) usuário(s) no grupo vboxusers. Ou através de qualquer ferramenta gráfica que faça isso.

Execução

Para executar o VirtualBox, execute o comando VirtualBox em um terminal, ou crie um link para utilizar o mouse para fazer isso. 😉

Conclusões

A maior dificuldade que tive foi sem sombra de dúvidas baixar o VirtualBox certo. 😉

Antes que eu me esqueça, a configuração de uma maquina virtual é muito simples, toda realizada através de uma interface bem intuitiva. E a instalação de um Sistema Operacional na maquina virtual é idêntica a instalação de um SO em um computador normal.

Este é o resultado:
Win XP virtualizado

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