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MongoDB 3.2 no Fedora 23 e 24

Recentemente precisei instalar o MongoDB 3.2 no Fedora 23 e 24 para um artigo que estou escrevendo para uma revista. Porém nos repositórios do Fedora a última versão disponível é a 3.0, e eu preciso da 3.2 para testar as novas funcionalidades de validação de documentos.

mongo-vs-fedora

Verificando na documentação do MongoDB, só encontrei as informações para instalar no Red Hat Linux. E apesar deles dizerem que as mesmas instruções servem para o Fedora, elas não servem, pelo menos não sem um pequeno ajuste que não é citado em nenhum lugar.

Os passos para instalar o MongoDB 3.2 no Fedora 23 e 24 são os seguintes:

1 – Criar o arquivo do repositório do MongoDB em /etc/yum.repos.d/mongodb-org-3.2.repo com o seguinte conteúdo (já ajustado para o Fedora):

[mongodb-org-3.2]
name=MongoDB Repository
baseurl=https://repo.mongodb.org/yum/redhat/7/mongodb-org/3.2/x86_64/
gpgcheck=1
enabled=1
gpgkey=https://www.mongodb.org/static/pgp/server-3.2.asc

Este é o mesmo conteúdo presente na documentação do MongoDB, com a baseurl alterada para forçar ao utilizar a versão para Red Hat 7 (baseurl=https://repo.mongodb.org/yum/redhat/7/mongodb-org/3.2/x86_64/) . Essa alteração é necessária porque o repositório foi criado para o Red Hat Linux e não para o Fedora.

2 – Instalar o mongodb-org com o dnf:

sudo dnf install -y mongodb-org

Feito isso, é necessário configurar e rodar o serviço. Mas isso já é assunto para um outro post. 😉

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Linux 64 bits

Após várias tentativas e desistências em utilizar uma distribuição de Linux 64 bits, finalmente, agora estou rodando o Fedora 16 64 bits no notebook Dell XPS 15.

As diversas desistências foram por falta de suporte das ferramentas que utilizo para trabalhar. E pela complexidade em manter um sistema híbrido 64 bits com bibliotecas 32 bits, o que tornava o sistema muito instável.

As primeiras tentativas em um notebook Acer Aspire 64 bits foram com o Slamd 64, uma variação do Slackware 12 32 bits, já que este não possuía versão nativa para 64 bits.

Algum tempo depois, tentei utilizar o Ubuntu 8.04 64 bits no notebook Dell Inspiron 1525, utilizando inclusive pacotes que teoricamente facilitariam a vida de quem optasse por 64 bits.

Desta vez estava na dúvida entre instalar o Ubuntu 11.10 e o Fedora 16, ambos nas versões 64 bits. Mas como já vinha utilizando o Ubuntu a muito tempo, resolvi sair da zona de conforto e tentar algo novo, optando pelo Fedora 16.

Instalação

A instalação é muito simples, como qualquer distribuição de Linux moderna. Até mesmo o particionamento de disco do Fedora é bem simples e pode ser utilizada sem problemas a sugestão padrão, que separa a partição para swap, boot, sistema e home.

O único problema encontrado na instalação, foi no primeiro boot do sistema. Ao tentar iniciar o boot-loader Grub não era encontrado. A solução foi alterar a ordem de boot no bios, deixando o disco rígido como primeira opção de boot, o que não é um grande transtorno. Mas não encontrei esta informação em nenhum lugar, então perdi algumas horas tentando solucionar este problema.

Conclusões

Demorei a aderir ao 64 bits, mesmo tendo maquinas nesta plataforma a um bom tempo. Mas agora que estou trabalhando e estudando com 64 bits sem nenhum problema de compatibilidade de programas ou bibliotecas, não penso em voltar para plataforma 32 bits. Afinal de que adianta ter um hardware moderno se os software ainda estão no passado?

 

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Estudando e fazendo música no Ubuntu (parte 1)!

Após ler o post Tux Guitar sem som Ubuntu 10.10 resolvi instalar o TuxGuitar e voltar a tocar! Mas quando fui plugar meu baixo no computador para acompanhar as músicas, percebi que não seria tão trivial como parecia! Pesquisando um pouco na Internet encontrei algumas alternativas para isso. E como forma de facilitar compartilho neste post uma alternativa simples para fazê-lo.

Com o intuito de mostrar alternativas aos software proprietários para estudar e fazer música no computador, este é o primeiro post da série Estudando e fazendo música no Ubuntu, onde será mostrado como instalar e configurar os softwares JACK Control, Qsynth e TuxGuitar para estudar música utilizando somente o computador e uma guitarra ou contra baixo!

Capturando o áudio

Para capturar o áudio vindo do microfone ou line-in basta instalar o JACK, que funciona como um roteador de áudio e midi, que faz o link de uma fonte de áudio com uma ou mais saídas, e vice e versa. Como não queremos ter que configurar tudo a moda antiga, via console, é bem sensato instalar uma interface gráfica. A interface JACK Control, baseada no QT 4.2, é a mais utilizada e conhecida para isso.

Para quem tem preferência pelo GTK,  no GTK-APPS.ORG existem algumas alternativas, como o JACK NetSource GUI e o JACK Network Manager, porém estas são opções mais exóticas, onde é possível rotear fontes de áudio em uma rede de computadores.

É muito simples instalar o JACK, já com o JACK Control no Ubuntu. Basta abrir o Ubuntu Software Center e procurar por JACK, e instalar o JACK Control. Com isso já podemos “plugar” a guitarra ou baixo na entrada de microfone e “rotear” o som do capture_1 para o playback_1 e playback_2 para o som do instrumento, que é mono, sair nos dos dois lados do fone.

O problema agora é regular a altura do som para não saturá-lo e sair com overdrive horrível. Para facilitar isso, pelo menos visualmente, existe o plugin JACK Meterbridge, que não é nada mais que uma janela com opções de medidores analógicos ou de onda da entrada de áudio. A sua instalação é semelhante ao JACK Control, basta procurar por Meterbridge no Ubuntu Software Center e instalá-lo.

O funcionamento do JACK Meterbridge é bem simples. Ele cria dois clientes no JACK, um para entrada e outro para saída de áudio. Porém para facilitar, basta iniciá-lo após rotear a entrada de áudio para as saídas. Desta forma o JACK Meterbridge já faz a ponte no seu roteamento automaticamente, como mostrado no screenshot abaixo, a fonte de som capture_1 fica ligada às pontes meter_1 e meter_2, e as pontes monitor_1 e monitor_2 são ligadas às saidas playback_1 e playback_2.

JACK Control + Qsynth

JACK Control + Qsynth

Tocando junto com o TuxGuitar

Para aprender as músicas utilizando o TuxGuitar, a dica do Vivas para fazer o som do TuxGuitar funcionar no Ubuntu é muito boa. Porém para fazê-lo funcionar simultaneamente com o Jack, não da certo, pois o Jack não consegue capturar a fonte de audio do Java, ou pelo menos não consegui fazê-lo.

Para o TuxGuitar funcionar é preciso instalar o FluidSynth, que é um com sintentizador de áudio em tempo real. E para facilitar o controle dele uma interface bem conhecida e utilizada, e também baseata em QT 4.2, é a Qsynth. A instalação do FluidSynth com o Qsynth segue o mesmo padrão no Ubuntu. Basta procurar por Qsynth no Ubuntu Software Center, selecionar o Add-On Fluid (R3) General Midi SoundFont (GM), que é o banco de sons para MIDI, e clicar em instalar.

O único detalhe a ser observado é que, para o Qsynth possa funcionar corretamente é preciso que o JACK esteja rodando. Desta forma, ao ligar o Qsyth, ele já é roteado automaticamente no JACK através das entradas qsynth leftrigth, como podemmos vemos no screenshot acima.

Agora para o TuxGuitar usar o sintetizador FuidSynth como gerador de sons das suas partituras, devemos instalar o plugin tuxguitar-fluidsynth. Da mesma forma que os outros softwares, basta procurar por ele no Ubuntu Software Center e instalar.

Instalado o plugin e rodando os softwares necessários, Qsynth e JACK Control, devemos configura as preferências de áudio do TuxGuitar selecionando como porta MIDI, a opção Synth Input port (Qsynth1:0), como mostrado no screenshot abaixo.

TuxGuitar Sound Preferences

TuxGuitar Sound Preferences

Agora sim, com toda parafernália de áudio instalada e rodando, podemos tocar simultaneamente com o TuxGuitar no computador, utilizando a entrada de microfone.

TuxGuitar

TuxGuitar

Parece complicado estudar e fazer música no Linux, mas não é tanto assim. Foi mostrado neste post que precisamos de um software para capturar o áudio do seu instrumento e das outras fontes de áudio (JACK Control), um software para sintetizar MIDI (Qsynth) e o TuxGuitar para tocar as partituras/tablaturas. No próximo post da série Estudando e fazendo música no Ubuntu será mostrado como gravar sua guitarra ou contra baixo com efeitos no Ubuntu.

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