Ubuntu 11.04 vs. Dell Inspiron 1525

Finalmente instalei o Ubuntu 11.04 no Dell Inspiron 1525. Não pretendo escrever um passo a passo da instalação pois devem haver milhares de blogs e forums com estas informações mais que completas, com telas, vídeos e muito mais. Somente irei listar os problemas que encontrei e mostrar o caminho das pedras para solucionar-los.

Instalação

Como já havia postado anteriormente aqui utilizo 3 partições para garantir a integridade de dados importantes, e organizar um pouco as coisas. Desta vez instalei com o notebook conectado a internet pelo famoso cabo azul. Tudo certo até aqui, ou seja, Ubuntu 11.04 instalado sem problemas. Até tentar utilizar o wireless e ver que a luz do “wifi” não acendia.

Post Install

O primeiro passo foi restabelecer as partições extras /home e /media/backup inserindo as seguintes linhas no arquivo /etc/fstab e reiniciar a maquina.

# /home on /dev/sda3 manually after installation
UUID=<ID_DA_PARTIÇÃO> /home           ext4    rw,nosuid,nodev,uhelper=udisks 0       0
# /media/backup on /dev/sda4 manually after installation
UUID=<ID_DA_PARTIÇÃO> /media/backup   ext4    rw,nosuid,nodev,uhelper=udisks 0       0

Feito isso, chegou a hora de configurar o wireless, que ao contrário da última vez, não foi tão trivial. Depois de vasculhar alguns sites e fóruns e nada funcionar, mesclei algumas soluções encontradas no ubuntuforums.org.

A solução que funcionou para meu caso foi bem simples, mas o pulo do gato (item 3) não estava descrita em lugar nenhum:

  1. Desabilitar o driver Broadcom STA em Additional Drivers.
  2. Instalar o pacote firmware-b43-install e suas dependências utilizando o Synaptic Package Manager.
  3. Comentar todas linhas do arquivo /etc/modprobe.d/broadcom-sta-common.conf com o Terminal VIM, ou outro editor de textos simples.

Após reiniciar a maquina a luz do wifi acendeu e a rede wireless conectou sem problemas e sem quedas de velocidade!

Impressões

  • A retirada do menu principal e inserção deste painel lateral ainda está me confundindo um pouco. O que achei pior é lembrar o nome de todos programas para utiliza-los.
  • A utilização do perfil de usuário do Ubuntu 10.10, não causou nenhum problema nesta versão. Toda parte visual (tema, painel de parede, proteção de tela, atalhos de teclado, etc) e configurações dos programas foram restabelecidas sem nenhuma dor de cabeça.
  • Os efeitos visuais parecem estarem melhores, mais estáveis e mais leves.

Isso é tudo, ate agora!

 

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Estudando e fazendo música no Ubuntu (parte 1)!

Após ler o post Tux Guitar sem som Ubuntu 10.10 resolvi instalar o TuxGuitar e voltar a tocar! Mas quando fui plugar meu baixo no computador para acompanhar as músicas, percebi que não seria tão trivial como parecia! Pesquisando um pouco na Internet encontrei algumas alternativas para isso. E como forma de facilitar compartilho neste post uma alternativa simples para fazê-lo.

Com o intuito de mostrar alternativas aos software proprietários para estudar e fazer música no computador, este é o primeiro post da série Estudando e fazendo música no Ubuntu, onde será mostrado como instalar e configurar os softwares JACK Control, Qsynth e TuxGuitar para estudar música utilizando somente o computador e uma guitarra ou contra baixo!

Capturando o áudio

Para capturar o áudio vindo do microfone ou line-in basta instalar o JACK, que funciona como um roteador de áudio e midi, que faz o link de uma fonte de áudio com uma ou mais saídas, e vice e versa. Como não queremos ter que configurar tudo a moda antiga, via console, é bem sensato instalar uma interface gráfica. A interface JACK Control, baseada no QT 4.2, é a mais utilizada e conhecida para isso.

Para quem tem preferência pelo GTK,  no GTK-APPS.ORG existem algumas alternativas, como o JACK NetSource GUI e o JACK Network Manager, porém estas são opções mais exóticas, onde é possível rotear fontes de áudio em uma rede de computadores.

É muito simples instalar o JACK, já com o JACK Control no Ubuntu. Basta abrir o Ubuntu Software Center e procurar por JACK, e instalar o JACK Control. Com isso já podemos “plugar” a guitarra ou baixo na entrada de microfone e “rotear” o som do capture_1 para o playback_1 e playback_2 para o som do instrumento, que é mono, sair nos dos dois lados do fone.

O problema agora é regular a altura do som para não saturá-lo e sair com overdrive horrível. Para facilitar isso, pelo menos visualmente, existe o plugin JACK Meterbridge, que não é nada mais que uma janela com opções de medidores analógicos ou de onda da entrada de áudio. A sua instalação é semelhante ao JACK Control, basta procurar por Meterbridge no Ubuntu Software Center e instalá-lo.

O funcionamento do JACK Meterbridge é bem simples. Ele cria dois clientes no JACK, um para entrada e outro para saída de áudio. Porém para facilitar, basta iniciá-lo após rotear a entrada de áudio para as saídas. Desta forma o JACK Meterbridge já faz a ponte no seu roteamento automaticamente, como mostrado no screenshot abaixo, a fonte de som capture_1 fica ligada às pontes meter_1 e meter_2, e as pontes monitor_1 e monitor_2 são ligadas às saidas playback_1 e playback_2.

JACK Control + Qsynth
JACK Control + Qsynth

Tocando junto com o TuxGuitar

Para aprender as músicas utilizando o TuxGuitar, a dica do Vivas para fazer o som do TuxGuitar funcionar no Ubuntu é muito boa. Porém para fazê-lo funcionar simultaneamente com o Jack, não da certo, pois o Jack não consegue capturar a fonte de audio do Java, ou pelo menos não consegui fazê-lo.

Para o TuxGuitar funcionar é preciso instalar o FluidSynth, que é um com sintentizador de áudio em tempo real. E para facilitar o controle dele uma interface bem conhecida e utilizada, e também baseata em QT 4.2, é a Qsynth. A instalação do FluidSynth com o Qsynth segue o mesmo padrão no Ubuntu. Basta procurar por Qsynth no Ubuntu Software Center, selecionar o Add-On Fluid (R3) General Midi SoundFont (GM), que é o banco de sons para MIDI, e clicar em instalar.

O único detalhe a ser observado é que, para o Qsynth possa funcionar corretamente é preciso que o JACK esteja rodando. Desta forma, ao ligar o Qsyth, ele já é roteado automaticamente no JACK através das entradas qsynth leftrigth, como podemmos vemos no screenshot acima.

Agora para o TuxGuitar usar o sintetizador FuidSynth como gerador de sons das suas partituras, devemos instalar o plugin tuxguitar-fluidsynth. Da mesma forma que os outros softwares, basta procurar por ele no Ubuntu Software Center e instalar.

Instalado o plugin e rodando os softwares necessários, Qsynth e JACK Control, devemos configura as preferências de áudio do TuxGuitar selecionando como porta MIDI, a opção Synth Input port (Qsynth1:0), como mostrado no screenshot abaixo.

TuxGuitar Sound Preferences
TuxGuitar Sound Preferences

Agora sim, com toda parafernália de áudio instalada e rodando, podemos tocar simultaneamente com o TuxGuitar no computador, utilizando a entrada de microfone.

TuxGuitar
TuxGuitar

Parece complicado estudar e fazer música no Linux, mas não é tanto assim. Foi mostrado neste post que precisamos de um software para capturar o áudio do seu instrumento e das outras fontes de áudio (JACK Control), um software para sintetizar MIDI (Qsynth) e o TuxGuitar para tocar as partituras/tablaturas. No próximo post da série Estudando e fazendo música no Ubuntu será mostrado como gravar sua guitarra ou contra baixo com efeitos no Ubuntu.

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Profissionais com ferramentas amadoras

Com base no post Give your programmers professional tools do blog Zen and the Art ofProgramming e em vários posts do blog Efetividade.net, percebi que as empresas ligadas a TI, mais especificamente ligadas a desenvolvimento de softwares e sistemas, trata seus profissionais de forma não tão profissional.

Quando falamos em ferramentas profissionais, a grande maioria de nós logo pensa em processos modernos, frameworks da moda, IDEs cheias de plugins e outras parafernálias relacionadas a software e nos esquecemos do essencial antes disso tudo: o hardware! Porém, neste ponto mais uma vez, pensamos de forma simplista e equivocada, pois logo nos vem a cabeça o computador com N núcleos e X GB de memória, nos esquecendo totalmente de onde iremos passar 8, 10, 12 horas diárias trabalhando.

Mobiliário inadequado, iluminação precária, ambiente barulhento e temperatura desregulada são alguns dos problemas que a grande maioria das empresas desprezam, ou se esquecem na hora de produzir a “solução perfeita” para os seus clientes.

Comparando o desenvolvimento de software com outras áreas por onde me aventuro de forma amadora, as cifras são absurdamente diferentes. Enquanto no ciclismo profissional brasileiro e sul-americano, não é difícil encontrarmos bicicletas de 15, 20, 30 mil reais, e no mercado da música é muito comum vermos músicos freelancers com instrumentos de 5, 10, 15 mil reais, sem contar o resto do equipamento de ambos mercados, no mercado “profissional” de desenvolvimento de software os gestores acham um absurdo “gastarem” 400, 500 reais com cadeiras de boa qualidade, ou mesmo 4, 6 mil reais com computadores mais potentes ou mesmo 1 mil reais com monitores lcd de alta resolução para os desenvolvedores.

O grande problema é que muitos empregadores de TI se esquecem, ou não enxergam, que gastos com equipamentos de boa qualidade é investimento em motivação e qualidade de vida para os profissionais que eles empregam. E que motivação e boas condições de trabalho são alguns fatores que influenciam no sucesso de projetos.

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