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Turnover?! Mais uma palavra da moda…

Lendo a matéria “Turnover: quem dá mais?” da BHTI Magazine me bateu uma certa indignação a respeito do que estava escrito na matéria e nos comentários. Já fiz meus comentários na própria matéria, mas como tinha tempo que não postava aqui, resolvi fazê-lo, no tempo que tenho livre e que utilizo para estudar: Tarde da noite.

De um lado, os gestores cobrando mais comprometimento com o projeto, mais espírito de equipe, e outras coisas que todos estão cansados de ouvir. De outro lado temos os programadores e outros funcionários insatisfeitos com seus salários, ambiente de trabalho, jornada de trabalho e muitas outras coisa. No meio disso tudo temos o pessoal do RH tentando engajar os funcionários na cultura organizacional, estimulando o desempenho de cada um, para que todos atendam às expectativas do negócio.

Tirei a última frase deste artigo, que é um case interessante sobre avaliação de desempenho. Agora voltando ao assunto, pontuei a seguir alguns tópicos interessantes que devem ser pensados com calma:

1 – O Mercado

Analisando as opiniões escritas no artigo, e o mercado atual. Vemos que este está favorável para todos profissionais de TI e não só para os programadores, então a tendência é ter mudanças, ou melhor, turnover em todas áreas: infraestrutura, suporte, desenvolvimento, banco de dados, etc..

2 – A influência do ambiente de trabalho

O ambiente organizacional, tanto físico como cultural, é um fator muito importante para os funcionários, que infelizmente muitas vezes não é levado em conta pelos empregadores. Trabalhar em ambientes barulhentos, com temperatura desregulada, iluminação precária, mobiliário já gasto e equipamentos ultrapassados é muito estressante e desmotivante. A boa notícia que este tipo de problema é de fácil correção, e baixo investimento.

Já a adaptação à cultura e valores da empresa é mais complicada. Empresas muito rígidas em relação a horários, comportamento e processos, tendem a ter profissionais com esta cara. Mas a falta de flexibilização também gera estresse e desmotivação nos funcionários, mesmo nos mais rígidos. Neste caso a notícia não é tão boa, pois quem não se flexibilizar irá perder para os mais flexíveis. E isso vale tanto empresas como funcionários.

3 – Seria este um problema de falta de comunicação?

No artigo disseram que a saída de várias pessoas de uma equipe gera inseguranças aos que ficaram, e que, impactos negativos ocorrem quando pessoas mais experientes saem sem pensar nas consequências.  De fato, isso acontece. Mas quando chega a este ponto, os empregadores deveriam ter mais consciência para se perguntarem o que está acontecendo. Onde está a raiz do problema? Na leva de empregados que saíram em busca de melhores colocações no mercado? Ou na empresa onde os bom funcionários não querem mais trabalhar?

Muitas vezes não temos comunicação clara, desprovida de ruídos ou pressões entre as partes envolvidas. Neste caso empregador e empregado. E é nesta grande falha que pequenos problemas não são resolvidos.

4 – Concluindo com um feedback

Acho que os gestores “não querem enxergar” que, somente um “bom feedback” não vai garantir que bons profissionais permaneçam em suas empresas.

O “não querem enxergar” foi proposital, pois na maioria das vezes, quando o pessoal de vendas quebra as suas metas, eles são premiados com boas bonificações, sejam estas em dinheiro, jantares, folga no serviço, viagens, etc.

E o pessoal de TI? O que eles geralmente ganham quando entregam o projeto no prazo? Um “bom feedback”! E não é sou eu que penso desta maneira, assistam a este vídeo do quadro Trend Maker do Olhar Digital.

Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida. – Provérbio Chinês.

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